segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Sirva-se, ócio
O corpo nada o que parece ser o nado tartaruga desajeitadamente, muito embora calmamente. Algumas bolhas escapam da boca enquanto toma uma direção mais acima. O cabelo comporta-se como se fosse ser deixado pra trás. O corpo nu, a não ser por um short (poderia ser uma cueca samba-canção) branco. Apesar de tudo, as cores são berrantes; o azul naquele tom brilhante, e a cor da pele tão viva, dão a impressão de que a superfície e o sol estão perto. É só uma cena curta; dura cerca de uns 2 pra 3 segundos, como um gif. No entanto, é bem nítida na minha mente, como que tirada de um filme visto há muito tempo pelo inconsciente. Quase posso sentir a temperatura da água na pele, fria como deve ser a de qualquer água do mar.
Você poderia ser qualquer coisa.
A sensação que invade é a de que está há muito tempo nadando. Mais tempo do que pulmões normais aguentariam, já que há uma espécie de barreira invisível a separar a superfície acima e a gente. Pior de tudo é eu não poder conversar com você, perguntar todos aqueles porquês. Perguntar como se sente, conversar sobre como se sentiu, esse assunto tão, tão ultrapassado. Sobre o futuro... Nem sei se nele devo tocar. Não sei se você terá um futuro, afinal.
Assinar:
Postagens (Atom)




